terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ensaio sobre o amor

O ritmo se mantém, até não se conter mais. Acelera, pulsa, cora, faz vital. O sorriso é incontido, a visão brinca de ser sóbrio, o suspiro escapa: Um espetáculo a parte!
O corpo inteiro sente, a cabeça se faz leve, é tudo uma coisa só. O sentido vem à tona em todos os sentidos. Os olhos enxergam diferente, o cheiro agora denso, penetra.
Os membros respondem aos espasmos do corpo e da mente num segundo só e então é tudo fantasia. O âmago pede e a boca solta o que está preso muito além do peito, muito além da alma. O zumbido zumbindo faz parte do cenário, mas não há o que ouvir nem o que enxergar, só há o que sentir.
Vem uma sensação que fica presa na garganta, batendo e voltando.  Um músculo que não cansa de se contrair. A mente pinta viagens, embaralhando o nexo, os olhos fechados, a saliva secando, o ar entrando, o peito sufocando... Aah! Já não sei de mais nada. Meu corpo agora é matéria, cansado, suado. Aliviado.
Minha mente? Se recompondo.
Minha alma? Composta.
Amor.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dê dois, mas mantenha o respeito.

Essa coisa de liberar, regular, plantar a maconha tá mexendo com meus botões...
Ao mesmo tempo que se forma uma opinião, entra outra coisa em questão e põe tudo a perder. Você regulamenta o uso, mas e o tráfico? Eis que FHC me responde:  São problemas distintos, uma coisa é o uso, outra coisa é o tráfico.
Não dá pra fazer uma poção mágica e acabar com todos os problemas, principalmente porque nascemos numa sociedade onde a droga e o seu uso já eram criminalmente afetados, dessa forma se torna  difícil colocar uma nova visão dos fatos na cabeça das pessoas, principalmente uma nova visão q nem nós sabemos se dará certo, mas nós, jovens, nós, a sociedade somos bem menos conservadores...só não percebemos isso ainda.
É de fato verdade que muita coisa já mudou em relação ao usuário de maconha atualmente, e como disse nosso, agora, querido ex presidente FHC, a infinidade de drogas que existem “não podem ser tratadas da mesma maneira, como se fossem uma coisa só” elas são diferente em forma, conteúdo e efeito...não  é porque está na moda discutir a descriminalização da maconha que “Aaah blz, vamos fechar os olhos para o chack tbm...” (como se estivessem muito abertos né?) uma é bem mais pesada que a outra, cada caso é um caso, afinal alcool tbm é droga né?
A questão é que nós vivemos um problema real que não pode mais ser tratado da forma que é. NÃO EXISTE acabar com a droga, para acabar com ela teríamos de acabar com o tráfico, para acabar com o tráfico teríamos de acabar com ele em outros países também, porque ele é global , e aí? Como fazer? Baseado em que? (humm...baseado...) Qual o fundamento? Isso já foi feito e já foi fracassado... A guerra às drogas é uma imbecilidade sem tamanho, não dá pra aplaudir.
Esse é um problema social muito grave, o STF julgou a marcha da maconha como uma atitude que não pode ser considerada apologia ao crime, que bom, alguma coisa mudou, um grande passo foi dado, mas e daqui pra frente como será? Como devemos mostrar que dá pra regulamentar o uso? Até que ponto isso seria positivo para os usuários e negativo para a sociedade, e vice-versa?
Eu também não sei, mas alguma coisa tem de começar a ser feita, não dá mais pra tratar as drogas como um problema dos pobres, quando os ricos é que movimentam com muito mais calor e audácia a conta gorda dos traficantes! Todo esse movimento que o FHC, Paulo Coelho e Cia estão fazendo tem muito fundamento e, acredito, trarão muitos resultados para o futuro, os tempos são outros e continuar tratando a droga do jeito que atualmente ela é tratada, é fechar os olhos para os problemas e perder mais e mais filhos para o vício, para o abismo...
E vc acha o que?

terça-feira, 22 de março de 2011

Obamalizando Brasil

O povo ta descendo a lenha no Obama não? Uns estão insatisfeitos com seu discurso, outros com sua postura política em relação ao que realmente veio fazer no Brasil. Outros indignam-se por ele ter autorizado os ataques à Líbia em território brazuca, e há quem diga, fora do Brasil, que enquanto o Mundo “se acaba” o Obama estava no Rio de Janeiro, sinônimo de praia e diversão. Ôba!
Não quero manifestar minha humilde opinião sobre nada disso. Quero chamar atenção para o discurso que o Obama fez para pessoas influentes do Brasil de vários segmentos, e que foi assistido por toda nação numa alusão patética de patriotismo invertido. Quero deixar claro que quando digo patriotismo invertido, não estou criticando o fato das pessoas terem parado pra ver o Obama falar, mas da forma como foi colocado ao Brasil, ter em nossas terras um presidente americano querendo discursar para nós. A mídia espetacularizou a parada toda, tudo bem que o homem é o presidente do país mais “importante” do Mundo, mas não é por isso q vamos armar um circo né?
¬¬
Aaah é sim, no Brasil, sim, vamos armar um circo!
Enfim, picuinhas a parte, Obama falou de um Brasil que nós, brasileiros com muito orgulho e muito amor, não fazemos a mínima idéia. Falou do Brasil, como um país do futuro – tá, ok! Mas isso Renato Russo já tinha dito, qual a novidade?  
A novidade foi a visão de país democrático, e modelo de democracia para o Mundo. A novidade foi o Obama falar para uma nação que desconhece e pouco se importa com seu papel e poder de escolha, que esta mesma nação está mudando e está crescendo com o próprio poder. Obama foi tipicamente americano, patriota e futurista em seu discurso, ele falou exatamente como um americano que é, mas falou do Brasil.
Em alguma parte do seu discurso, ele diz que o país passou de ditadura à democracia, cita o episódio da Cinelândia e os dias que as coisas mudaram porque também fomos às ruas pedir democracia. Com demagogia ou não, com intuito de puxar uma sardinha do povo brasileiro pra ver se conseguia apoio na Líbia ou não, Obama falou de um tipo de Brasil que nós não acreditamos. Ele falou, ainda que tenha sido forçado (o que eu sinceramente não acredito), de um Brasil que nós não vivemos, falou de uma forma que nós não falamos.
Ele elevou nossa capacidade enquanto nação, enquanto potência, enquanto economia, falou de coisas que pra nós, talvez por um fardo cultural de exclusão e omissão política tanto interna como externa, como ele mesmo disse, não conseguimos enxergar. Muita gente, da gente, desacredita do próprio país, critica duramente o Brasil, e só é patriota no carnaval e na copa do mundo. Cita episódios vergonhosos com vitalidade, pra dizer que o Brasil não vai pra frente, que nós empurramos tudo com a barriga. Disso a gente já sabe e não tem a menor vergonha de assumir não é mesmo?
A verdade é que nós somos criancinhas, ainda engatinhando na democracia. Não sabemos o significado e nem o valor de viver como vivemos. Não honramos nem mesmo os que morreram e foram torturados para permitir que hoje, nós pudéssemos votar, pudéssemos expressar nossas opiniões livremente, como eu estou fazendo.
Nós cultivamos os heróis errados, e temos (nem todos) fixação pela terra do Tio Sam, comparamos Brasil e Estados Unidos de forma primária e coletiva quase que o tempo todo, e isso não é só porque eles têm capacidade de ser sim um país modelo para comparações, mas porque nós, brasileiros, temos mesmo essa mania. Não enxergamos o óbvio, afinal de contas a vida do outro é sempre mais legal e interessante! Como diz o Brown, “Zé Povinho é o cão, tem esses defeito...”
O Obama para mim, foi bom em seu discurso por falar em português, por citar “produtos” genuinamente brasileiros, mesmo que suas qualidades deixem a desejar, por massagear o ego dos que puderam acompanhar de perto o presidente dos Estados Unidos da América falar, e falar do Brasil! Óh! Como estamos importantes. Mas pra mim, ele foi realmente bom em seu discurso, porque foi igual a todos nós ali em cima, mas é que o Obama é assim  mesmo né? Falou sem ler, várias coisas... ele sabia o que estava fazendo ali e porque estava ali. Dominou sua aparição o tempo inteiro.
Independente disso, Obama mostrou, pelo menos pra mim, que nós estamos vacilando e muito em tratar nossa nação, nosso potencial, nossa bagagem histórica, seja ela como for, com o descaso que tratamos. Nos não acreditamos em nós mesmos, em nossa auto suficiência, duvidamos o tempo inteiro que o Brasil vai chegar lá. Parece até q tem gente que torce para que tudo dê errado mesmo, só para dizer : ”Ah lááá! Não faleeeeei!?”. A gente, como sempre, anda muito ignorante e pouco interessado, usando muito pouco as ferramentas que temos a nosso favor, sempre nos colocando a prova para questões de nível baixo. Não basta ser brasileiro, penta campeão, abençoado por Deus e bonito por natureza. Tem que ser mais! Tem que ser dever e direito ali, juntos, com a mesma importância. Barack Obama falou de um Brasil que existe sim, expôs uma visão real, mas que infelizmente a gente faz questão de abafar. Afinal, quando escutamos a frase QUE PÁIS É ESSE? A resposta vem em coro.
Vai um gole de vergonha na cara aí???

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"POR AMOR AO FORRÓ"

Buscando as raízes forrozeiras e explicando o fenômeno do forró pé-de-serra na região sudeste, o documentário "Por Amor Ao Forró" emociona, e contagia.


Realizado em 2008 por dois estudantes de jornalismo de Brasília, o documentário "Por Amor Ao Forró" é um retrato em movimento do que é o forró pé-de-serra na vida de tantos forrozeiros espalhados por aí.
Adriana Caitano e Galton Sé fizeram um trabalho rico em informação, com entrevistas variadas, relatos pessoais, retratando o entusiasmo do forró nos estados do sudeste com muita propriedade e graça.
Com aproximadamente 30 minutos de duração, "Por Amor Ao Forró" não dá um show em quesitos técnicos de filmagem e edição, porém relata a história do estilo musical nascido no nordeste e de sua aterrissagem em terras do sudeste brasileiro, onde ganhou força e muitos amantes dessa música intensa, de melodia chorosa e animada.
Do forró universitário ao pé-de-serra, São Paulo, Minas, Rio de Janeiro, Brasília, Espírito Santo, entre outros estados fora do Nordeste, viram crescer uma nação forrozeira, que acompanha, canta, dança e arroxa, com muito sentimento, ao som da zabumba, triângulo e sanfona que são os três instrumentos que dão base ao forró pé-de-serra. Ao entrevistar produtores de forró do Espírito Santo, onde acontece anualmente o Festival Nacional de Forró de Itaúnas, e dos demais estados do sudeste, vai-se tecendo uma teia sobre a história desse ritmo musical, que muitas vezes é incrementado com instrumentos de corda como cavaco e guitarra, ou de percussão como pandeiro, agogô, alfaia e até bateria, dando mais poder ao som sem perder seu gingado natural.
Trios e personalidades forrozeiras também são entrevistados, registrando suas histórias, opiniões e relatos sobre o forró e sobre essa difusão musical que se enraizou fora do Nordeste. Dentre os entrevistados, está Mestre Zinho, um ícone do forró pé-de-serra em sua melhor forma, contando histórias e descrevendo emocionado seu amor ao forró e sua satisfação com o povo forrozeiro do sudeste. Mestre Zinho não canta mais deste lado do céu, desde fevereiro de 2010 anima ao lado do grande mestre Luíz Gonzaga os forrós celestiais! Sendo assim, fica além de tudo, sua lembrança neste belo documentário.
“Por Amor Ao Forró” não é apenas um trabalho de faculdade idealizado e realizado por Adriana e Galton, é um tesouro cheio de graça e magia, como é o forró. Feito com amor e por amor! Emociona e enche de alegria os corações de quem vive de forró, de quem canta com sentimento, de quem se arrepia com a puxada do fole e de quem deixa a rotina de lado e vai atrás do forró onde ele estiver.
Forró não é um estilo musical, é um estilo de vida! É Braisl na sua melhor forma e consistência, é paz e harmonia em sua melhor combinação, e amor e paixão no seu melhor deleite! Viva o forró!
Parabéns aos realizadores do projeto! Quem não viu, veja! E quem já viu, veja novamente! (o documentário está dividido em 3 partes, por ordem crescente. Deliciem-se!)



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Produtiva WEB 3.0

Os meios de comunicação estão se desenvolvendo de forma tão rápida e ampla, que cresce a dúvida: “Até que ponto certas evoluções são vantajosas?”.

Ouvi dizer que estamos caminhando para a WEB 3.0, a nova internet! O mundo virtual revolucionou nossas vidas, temos amigos virtuais, fazemos compras, incluímos conteúdo, assistimos a programas de TV, filmes e noticiários. Ouvimos música, vemos e revemos vídeos atuais e antigos...tudo pela rede! Substituímos até as fotografias cheias de lembranças, por fotos compulsivas, carregadas de efeitos e megapixels. Só falta mesmo a Internet pensar por nós...
Pois é, há um novo conceito de Web surgindo, que trabalhará justamente isso, através da semântica na rede, facilitando a busca e navegação de acordo com seus interesses. Isto é claro, se você – USUÁRIO – permitir. Palavras – chave que trarão o contexto do que você procura é a idéia central deste novo conceito, agindo como um filtro. Tim Berners-Lee, quando criou este conceito idealizou que o conteúdo da internet fosse melhor organizado e disponibilizado, otimizando pesquisas de forma mais precisa e clara!
Tomando base nas pesquisas de sites e assuntos mais acessados, o perfil de um usuário brasileiro por exemplo, traria como resultado de busca, em sua maioria, sites de relacionamento e redes sociais, televisão, e-mails, enfim, conteúdo que o brasileiro mais acessa. Logo internautas com uso mais amplo da rede aproveitariam esse novo recurso para melhores fins, julgo. Mas isso funcionaria de forma individual, imagine: Assuntos que você mais procura, sites que você mais acessa, pessoas que você mais conversa...como um ciclo na hora em que você busca alguma coisa. O FaceBook já faz isso muito bem, trazendo pessoas que talvez você conheça (e de certo muitas você já conhece...).
Dentro do conceito de Web 3.0, o filtro direciona sua pesquisa, mas e o resultado, será confiável? Muita gente insere conteúdo na internet e quando a esmola é demais o santo desconfia...!
Essa “tal” de Web 3.0 ampliará a comunicação e a propaganda pelo seu formato objetivo de busca, mas tende a nos deixar mais preguiçosos e alienados, ou seja, com a cara do século XXI! Rs...bem produtiva!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Rendida

Depois de longos anos apenas visitando blogs, me rendi a ter o MEU próprio blog... É... Isso não muda muita coisa, afinal, eu não vou pagar meia no cinema, e nem sentar na primeira fila do teatro, mas espero me divertir um bocado, além de soltar a imaginação e o verbo, é claro!

Este blog é um oferecimento ao Alan, amigo querido e incentivador...(humm tah chique hein bonito! rs)

Ahh! Esclarecendo: "Girassol Virtual" somente porque eu gosto de girassóis, eles têm o propósito de todos os dias ser virar para o que há de mais absoluto neste planeta, o sol, e sem ele não haveria vida, e nem girassóis.

Boas vindas pra mim, e sejam sempre bem vindos!